Completamente
negro
tão profundo
quanto o olhar mais sério
Imenso como
os limites do universo
intenso como
o brilho de teus versos
Um
precipício
espaço em
que navego sem fronteiras
sem cheiro,
gosto, forma, ou maneira
escuridão
que encobre a perfeição
Pedaços
Jogos de
palavras ou morfemas
Esperando
por telefonemas
que nunca
chegarão aos seus ouvidos
Quem sabe?
Com tempo,
vela, vento e veleiro
O todo se
reduza ao inteiro
E seja
aquilo que nasceu pra ser
Que tudo
aquilo que canto
Que tudo
aquilo que leio
Que cada
palavra falada
Reflita
aquilo que creio