Tantos bilhões de estrelas, outras tantas galáxias, e no fim estamos trancafiados num planetinha no meio do nada. Vivendo nossos dilemas cotidianos, encerrados em nossos afazeres que ninguém, absolutamente ninguém - além de nós mesmos - acha importante. Tanta coisa acontecendo no espaço: astros colidindo, meteoros vagando a incríveis velocidades, explosões longínquas formando imagens cheias de cor e profundidade, as quais nenhum pintor, por melhor e mais genial que tenha sido, jamais ousou retratar. E ainda pensamos que estamos no centro. Talvez estejamos. No centro do fim.
- "Existe vida em outra parte do universo?"
Pergunta uma humanidade solitária, agonizante em sua própria dor, amedrontada por estar sozinha em meio ao desconhecido. Como criança que se perde dos pais em meio à multidão. Pequeninos e ambiciosos. Mal conhecemos nosso jovem planeta e já queremos conquistar todo o universo e, não contentes em conquistar o universo, criamos multiversos, como se os múltiplos versos da poesia já não fossem suficientes.
Ferozes, vorazes. Leões dominantes, Napoleões famintos.
Ferozes, vorazes. Leões dominantes, Napoleões famintos.
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